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Bruxelas obriga camiões a redução de 30% de CO2 até 2030
22 Fev, 2019

O Parlamento Europeu, a Comissão Europeia e os governos dos estados-membros da União Europeia chegaram a acordo para as primeiras metas de redução de CO2 dos camiões. Ao contrário de outros blocos, como os EUA e a China, na Europa ainda não há aquelas metas.

Bruxelas aprovou uma descida das emissões de CO2 dos camiões, face aos níveis de 2019, de 15% até 2025 e de 30% até 2030. Foi também definida uma quota mínima de camiões emissões zero a partir de 2025, através de um sistema de referência.

“Pela primeira vez, metas obrigatórias de redução de CO2 para camiões a nível da UE, incluindo um claro estímulo para camiões emissões zero ou baixas”, escreveu no Twitter Bas Eickhout, eurodeputado holandês dos Verdes que negociou o acordo pelo Parlamento Europeu.

A aprovação destas medidas preocupa os construtores de camiões. Consideram, desde a Associação dos Construtores Europeus de Automóveis (ACEA), que as metas de redução de emissão são altamente exigentes, sobretudo porque a sua implementação “não depende apenas da indústria” de veículos comerciais.

A preocupação da ACEA decorre do que a associação que congrega os construtores diz ser “a total falta de tal infraestrutura” no presente para o carregamento ou reabastecimento para camiões elétricos ou a hidrogénio.

“Mesmo no caso de postos de abastecimento específicos para camiões para gás natural (GNC e GNL), a disponibilidade permanece muito baixa e irregular em toda a Europa”, acusa a ACEA.

Também a quota mínima de camiões emissões zero, através de um sistema de referência, a partir de 2025 é criticada.

“A introdução de um sistema de referência para fabricantes de camiões ignora totalmente o lado da procura. Não podemos esperar que os operadores de transportes comecem, de repente, a comprar camiões elétricos ou com motorizações alternativas se não houver justificação económica para tal e não puderem carregar facilmente os veículos ao longo das principais vias rodoviárias da UE”, defende o secretário-geral da ACEA, Erik Jonnaert.

Tags: 
Ambiente
CO2
União Europeia

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