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Condução autónoma: 5 níveis de evolução
19 Abr, 2019

A condução autónoma está na ordem do dia. Como quase sempre acontece na tecnologia associada ao automóvel, deve falar-se mais em evolução do que em revolução. É que a condução autónoma tem cinco graus de evolução e algumas das tecnologias que utiliza já fazem parte do nosso dia a dia.

Nível 1
Neste nível estão já disponíveis sistemas de assistência. O mais comum é o “cruise control”, que permite manter a velocidade estabilizada.

Aviso de mudança involuntária de faixa rodagem ou da presença de outros veículos no “ângulo morto” são outras tecnologias que já fazem parte do equipamento de série ou opcional em todos os segmentos.

Nível 2
Semelhante ao anterior, já recorre a sensores ou radares para ir um pouco além. “Cruise control ativo” – permite que o veículo abrande ao aproximar-se de outro, mais lento, à frente; sistema de travagem de emergência – alerta o condutor para a aproximação de um obstáculo, podendo em alguns casos travar “sozinho”; aviso de mudança de faixa de rodagem involuntária com correção automática da direção ou estacionamento automático.

Também já de série ou opcional em vários segmentos, e é considerado o primeiro nível em que se pode, de facto, falar em condução autónoma.

Nível 3
É o nível da condução semiautónoma e também já está presente em alguns modelos topo de gama das principais marcas. Requer a utilização de sensores altamente avançados, como scanners laser, sensores ultrassónicos e sistemas de radares que fazem uma leitura de 360º à volta da viatura.

Aqui o condutor já pode alhear-se da estrada e realizar outras tarefas, com o carro a seguir “sozinho”, podendo mudar de faixa, acelerar ou travar. Não obstante, o condutor continua a ser um elemento fundamental e o veículo continua a solicitar que reassuma o controlo.

Nível 4
É um nível totalmente autónomo, em que o condutor pode estar a ler ou ver os e-mails enquanto o carro segue sozinho. Ainda assim, o condutor deve ter carta de condução para realizar alguns percursos específicos, caso solicitado pelo sistema.

Neste nível, os sensores e câmaras fornecem uma informação ainda mais precisa com uma leitura dos dados em tempo real da zona envolvente ao veículo. Recorde-se que, na Europa, ainda há vazios legais para este nível, até por questões éticas em caso de colisão iminente.

Nível 5
É o último grau de condução autónoma. Aqui o condutor deixa de “existir” e define todos ocupantes como sendo passageiros. Deixa, por isso, de ser obrigatória carta de condução. É um futuro. Mais ou menos distante, veremos.

Tags: 
Condução autónoma
Tecnologia

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