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Exportações de componentes refletem Covid-19
19 Mai, 2020

As exportações nacionais de componentes automóveis caíram 25,4% em março, numa comparação com o mesmo mês de 2019. Os dados são da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) e mostram os efeitos colaterais do Covid-19 em toda a cadeia de valor associada à indústria automóvel.

Desde maio de 2009 que não se registava uma queda tão acentuada nas exportações portuguesas de componentes para a indústria automóvel. “Na segunda metade de março as empresas começaram a sentir o abrandamento geral da atividade, com o encerramento temporário das fábricas de automóveis e consequente cancelamento de encomendas”, confirmou a Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA).

No acumulado de janeiro a março as exportações caíram para 2500 milhões de euros, o que representa uma descida de 3,5% face ao primeiro trimestre de 2019. Por países de destino das exportações, Espanha ocupa a primeira posição com vendas de 725 milhões de euros (+3,8% face a janeiro-março de 2019), seguida da Alemanha com 493 milhões de euros (-7,1%) e em terceiro lugar surge a França com um registo de 325 milhões de euros (-14,5%). As exportações para o Reino Unido totalizaram 210 milhões de euros (-9,8%). No total, estes quatro países concentram 70% das exportações nacionais de componentes automóveis.

Importa salientar que os componentes automóveis, neste período de janeiro a março, representam 17,1% das exportações de bens transacionáveis. Ou seja, por cada 100 euros que Portugal exporta de bens, 17,10 euros referem-se a componentes automóveis.

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