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Travões da Fórmula 1 e Fórmula E: saiba as diferenças
10 Out, 2019

São veículos de elevada performance e ambos têm sistemas de travagem altamente eficazes. Mas as semelhanças dos travões da Fórmula 1 e da Fórmula E ficam-se por aí, de acordo com a especialista Brembo. A empresa avisa, aliás, que não seria boa ideia trocar os sistemas de travagem.

As diferenças são consideráveis. Os travões Fórmula E são projetados para otimizar o design e o peso de acordo com as características específicas de cada veículo. Os monolugares de Fórmula 1 têm um peso mínimo, incluindo o piloto, de 733 kg (além do peso de combustível de cerca 100 kg no início da corrida), enquanto os de Fórmula E, devido às baterias, que representam 43% da massa total, não pesam menos do que 900 kg. Além disso, na Fórmula E, os pneus usados têm uma aderência 40% menor do que os da Fórmula 1.

Os Fórmula 1 usam discos de 32 mm na dianteira, 28-32 mm na traseira e pastilhas de 22 mm na dianteira e de 17 mm na traseira. Os discos possuem até 1480 furos (de 2,5 mm) de ventilação.

Na Fórmula E, por outro lado, as espessuras dos discos e das pastilhas são menores porque o material de atrito está sujeito a menor desgaste. Neste caso, os discos têm 24 mm à frente e 20 mm atrás, ao passo que as pastilhas têm 18 mm na dianteira e 16 mm na traseira. Os discos dianteiros têm 70 furos de ventilação e os traseiros 90.

 

Reduzir 200 km/h em 110 metros

A Brembo indica que, “ao contrário do que se poderia pensar”, nenhum dos veículos teria vantagem em adotar o sistema de travagem do outro. Antes pelo contrário. Se usado na Fórmula 1, o sistema atual da Fórmula E, de acordo com a empresa, reduziria fortemente a eficácia da travagem. Um Fórmula 1 é capaz de reduzir a velocidade em 200 km/h no espaço de apenas 110 metros travando pouco mais de 2 segundos. Com o sistema da Fórmula E, haveria perda de eficácia logo de início, mas esse cenário iria agravar-se ao longo da prova, na medida em que os Fórmula E são calibrados para corridas curtas, pelo que o sobreaquecimento era questão de alguns minutos.

A temperatura merece destaque, porque, em sentido contrário, montar travões de Fórmula 1 na Fórmula E também seria sinónimo de perda de eficácia, na medida em que o sistema teria dificuldade em alcançar a temperatura mínima de operação.

O carbono, com o qual os discos e as pastilhas para a Fórmula 1 são concebidos, não garante, a temperaturas operacionais muito baixas, a geração correta de atrito, prejudicando o desempenho. Além disso, o material de atrito corre o risco de vitrificar (grazing).

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