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O WLTP e o impacto na gestão da sua frota
15 Mar, 2019

A partir de setembro de 2017 foram introduzidas novas regras para assegurar que os veículos são submetidos a um procedimento de testes mais realista: o WLTP. Mas em que consiste este processo? E qual o seu impacto na gestão de frota? Vamos por partes.

O WLTP – Worldwide Harmonized Light Vehicles Test Procedure – é o novo procedimento de medição do consumo de energia (combustível e energia elétrica), de emissões de CO2 e de outros poluentes para os veículos ligeiros (passageiros e comerciais).

O WLTP foi criado para substituir o procedimento NEDC (New European Driving Cycle), fornecendo informação mais fidedigna e real, de acordo com a evolução tecnológica da indústria e com a condução que atualmente se pratica.

Assim, a análise feita com o WLTP tem em consideração várias condições como os comportamentos de condução, o maior intervalo de situações de condução (urbano, suburbano, estrada, autoestrada), as paragens curtas, as temperaturas médias da Europa e a velocidade e aceleração médias e máximas mais elevadas.

É também feito um teste em longas distâncias e com uma duração mais longa, bem como um teste mais dinâmico e com acelerações/desacelerações representativas. O procedimento WLTP contabiliza ainda os equipamentos opcionais e as condições de configuração mais rigorosa e mediação do veículo.

O objetivo destes testes é que o consumidor tenha acesso a valores de emissões e consumos mais próximos da realidade de utilização.

O impacto do WLTP na gestão de frotas

Os gestores de frota devem fazer um acompanhamento e estar atentos a todos os processos relacionados com o WLTP, como a revisão do limite de CO2 das políticas de frota, na perspetiva de redução da pegada de carbono e dos custos com combustíveis.

Dado que este procedimento WLTP terá, à partida, níveis de emissões mais elevados em relação ao NEDC, poderá suceder que os modelos da frota atual não cumpram os limites de CO2  estipulados. Neste caso caberá aos gestores de frota indicarem um limite ambicioso, mas também realista.

É importante também efetuar uma revisão da pegada de carbono da frota, geralmente divulgada em relatórios de Responsabilidade Social ou Políticas de Sustentabilidade, no caso de as emissões de CO2   estarem a ser calculadas com base na quilometragem de cada veículo.

Ainda que as características do veículo não alterem, os valores teóricos de CO2  pelo WLTP tenderão a ser mais elevados que os do NEDC. Deste modo o novo teste poderá distorcer as estatísticas quanto às emissões de CO2 da frota, o que poderá resultar na incapacidade de cumprimento dos objetivos ambientais da empresa.

De salientar que, em Portugal, o valor das emissões de CO2 associado ao veículo é usado no cálculo do Imposto sobre Veículos que é contemplado no preço final do mesmo. Assim, o novo procedimento WLTP vai certamente trazer alterações no preço dos veículos.

Para mais informações sobre o WLTP, consulte o nosso site.

Tags: 
Emisões
Testes
WLTP

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