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Saiba como “abastecer” veículos elétricos
16 Out, 2019

Os automóveis 100% elétricos e híbridos plug-in têm ganhado popularidade no mercado automóvel. No entanto, persistem naturais dúvidas na altura de “abastecer” este tipo de veículos.

Os veículos trazem de série dois cabos, um para carregamento público e outro para carregamento doméstico.

Comecemos por esta última opção, dado que é a mais barata e a que acaba por ser privilegiada por muitos utilizadores. Em casa, pode usar-se uma vulgar tomada, mas aconselha-lhe os utilizadores a instalarem uma wallbox, ou seja, um carregador doméstico. Com preços entre 500 a 700 euros mais o valor da instalação (também há cenários de pagamento mensal), estes permitem ter regulação de potência (2,3 kW a 11 kW), o que significa que podem reduzir o tempo de carregamento face ao cenário de uso somente da tomada elétrica “normal”. Quanto a custos de eletricidade, consoante o valor contratado com o fornecedor de eletricidade, se o tarifário é bi-horário ou não e as caraterísticas técnicas do próprio automóvel, o valor por cada 100 km de autonomia pode variar entre dois e três euros.

 

Carregadores públicos rápidos e normais

No que se refere ao carregamento público, a rede Mobi.e permite o carregamento em postos de carregamento rápido (PCR) ou postos de carregamento normal (PCN).

Enquanto o uso dos PCN em que o carregamento a 3,7 kW demora seis a oito horas) for gratuito – o que apenas acontecerá a prazo –, os utilizadores podem requerer um cartão Mobi.e. No entanto, para utilizar desde já os PCR (que já são pagos) e ficar preparado para quando o pagamento for cobrado nos dois tipos de carregador público, o utilizador deve contratar com o serviço com um dos quatro comercializadores de eletricidade para a mobilidade elétrica (CEME): EDP, Galp Power, Prio.E e eVAZ Energy.

Após a contratação, o CEME entrega ao cliente um cartão para aceder à rede Mobi.e, o qual permitirá o carregamento em qualquer PCR ou PCN. Esse cartão dá acesso a todos os postos situados em locais de acesso público. Como acontece nos serviços de eletricidade que cada um de nós tem na sua habitação, os carregamentos efetuados nos postos rápidos serão pagos pelos utilizadores ao CEME em fatura mensal discriminada.

No PCN, o carregamento é efetuado com corrente alternada (AC), a mesma que temos nas nossas casas. Já nos PCR o carregamento é efetuado com corrente contínua (DC), que é muito mais rápido do que um carregamento AC. Os PCN podem ter potências de carregamento de 3,7 a 22 kW. Já os PCR têm potências de até 50 kW em DC e são compatíveis com o protocolo CHAdeMO (de marcas como a Nissan, Mitsubishi, Citroën ou, entre outras, Peugeot) e o protocolo CCS Combo, o normalizado pela União Europeia e obrigatório no espaço público europeu (de marcas como a Audi, BMW, Mercedes, Volkswagen ou o Model 3 da Tesla).

Os preços do uso dos PCR variam consoante o CEME e o próprio local onde o veículo for carregado. Um comparativo feito pelo portal Wattson para um carregamento de 30 minutos suficiente para fornecer ao veículo autonomia para cerca de 100 km concluiu que o montante pode variar entre 3,2 e 9,88 euros.

No presente, há mais de 500 postos de carregamento públicos na rede Mobi.e que correspondem a cerca de 1250 pontos de carregamento (tomadas). Quanto aos PCR, localizam-se em algumas cidades nas principais autoestradas do país, num total de mais de 60 localizações.

 

Redes das marcas

Além das redes compatíveis entre os vários veículos, há carregadores exclusivos das próprias marcas. O exemplo já existente é o da Tesla, que tem uma rede de supercarregadores. Essa rede tem cinco pontos em Portugal, com 44 desses supercarregadores, que carregam a 125 kW. Há ainda mais de 100 localizações de Carregadores no Destino (Destination Charger) da Tesla, de 22 kW, em várias unidades hoteleiras e em restaurantes.

Além disso, está a arrancar a implementação da Ionity, uma joint-venture de várias marcas para a criação de uma rede europeia de postos de carregamento ultrarrápidos. BMW, Ford, Daimler (proprietário de Mercedes e Smart), Volkswagen (incluindo Audi e Porsche) e Hyundai são os grupos já signatários deste projeto. A Ionity planeia a construção de 340 estações com capacidade de carregamento até 350 kW (o que deverá permitir “abastecer” até 300 km em 15 minutos), distribuídas por 13 países da Europa, incluindo Portugal.

Os responsáveis da Ionity pretendem concluir a implementação até 2021, com uma média de um posto a cada 120 km nas principais autoestradas europeias.

Tags: 
Carregamentos
Elétricos
Veículos elétricos

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