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Fusão PSA e FCA é oficial
01 Nov, 2019

A PSA (dona de Peugeot, Citroën, DS e Opel) e a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) confirmaram que chegaram a acordo para uma fusão 50/50. O objetivo das partes é criar sinergias para aproveitar oportunidades numa nova era da mobilidade. Estima-se que as sinergias anuais ascendam a 3,7 mil milhões de euros.

A empresa que resultar da fusão entre os grupos francês e italo-americano será o quarto maior construtor automóvel global em termos de unidades vendidas (8,7 milhões de veículos por ano), com receitas combinadas de quase 170 mil milhões de euros e lucro operacional recorrente de mais de 11 mil milhões de euros (excluindo Magneti Marelli e Faurecia) por ano.

Os já referidos 3,7 mil milhões serão conseguidos, em boa parte, por uma alocação “mais eficiente de recursos para investimentos em larga escala em plataformas de veículos, motorizações e transmissões e tecnologia, assim como da maior capacidade de compra inerente à nova escala do grupo combinado”. As empresas prevêem que 80% das sinergias sejam alcançadas após quatro anos, com o custo total único de obtenção das sinergias estimado em 2,8 mil milhões de euros. O comunicado conjunto garante ainda que estas estimativas de sinergias “não se baseiam no encerramento de qualquer fábrica”.

 

CEO será Carlos Tavares

O conselho de administração do novo grupo terá 11 membros, cinco nomeados pela FCA (incluindo John Elkann como presidente) e cinco pelo Groupe PSA. O 11º será o CEO, que, no primeiro mandato de cinco anos será o português Carlos Tavares, que é, no presente, o CEO da PSA.

“Esta convergência agrega valor significativo a todas as partes interessadas e abre um futuro brilhante para a entidade combinada. Estou satisfeito com o trabalho já realizado com o Mike [Manley, o CEO da FCA] e ficarei muito feliz em trabalhar com ele para construirmos juntos uma excelente empresa juntos”, de acordo Carlos Tavares.

O britânico Mike Manley, que está à frente da FCA desde julho de 2018, altura em que Sergio Marchionne abandonou o cargo por motivos de saúde, aponta à criação de um grupo de sucesso. “Estou encantado com a oportunidade de trabalhar com o Carlos e a sua equipa nesta combinação potencialmente revolucionária da indústria. Temos uma longa história de cooperação bem-sucedida com o Groupe PSA e estou convencido de que, junto com nosso excelente grupo de trabalhadores, podemos criar uma empresa de mobilidade global de classe mundial”, indicou Manley.

A empresa controladora será sediada na Holanda, mas continuará com sedes operacionais em França, Itália e Estados Unidos. O grupo será cotado com domicílio holandês do novo grupo seria listada na Euronext (Paris), na Borsa Italiana (Milão) e na Bolsa de Valores de Nova Iorque.

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