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Futuro automóvel pela via da eletrificação
22 Nov, 2019

Prever o futuro é algo que ninguém consegue fazer com 100% de certeza. No entanto, podem estudar-se modelos de previsibilidade e ouvir a voz dos especialistas. No setor automóvel, o caminho da eletrificação parece ser algo sem retorno.

O Governo, por exemplo, definiu no Plano Nacional de Energia e Clima que, já em 2030, cerca de 30% dos automóveis sejam elétricos. Esta meta portuguesa reflete, de resto, objetivos europeus.

Tendencialmente, os automóveis elétricos serão mais baratos, terão mais autonomia e carregarão de forma mais rápida. No início da década, um automóvel citadino elétrico custava 40 mil euros e tinha autonomia para pouco mais de 100 km. Hoje, já se compra um pequeno familiar por cerca de 30 mil euros, com autonomias a rondar 400 km. Também os tempos de carregamento das baterias – embora o carregamento doméstico por wallbox continue a ser o mais aconselhável em termos de custos e de saúde das baterias – tem evoluído e hoje já é possível recuperar boa parte da autonomia em menos de uma hora, com recurso a carregadores públicos rápidos.

A expectativa é que essa evolução continue e que, em mais uma década, as autonomias e tempos de carregamento estejam ainda perto daquela que é a realidade dos veículos a combustão.

 

Reciclagem em evolução

Os veículos elétricos não estão, porém, isentos de dúvidas. A questão dos custos das baterias é uma dessas dúvidas, tal como é a problemática que ainda existe relacionada com a capacidade do desmantelamento das baterias usadas.

A reciclagem das baterias dos automóveis eletrificados é um dos pontos fracos da tecnologia. Defendem os críticos da eletrificação que a capacidade de desmantelamento será um problema no longo prazo. Os especialistas estão, contudo, otimistas, embora admitam que a tecnologia tem de evoluir e que reciclar uma bateria de iões de lítio é, no presente, mais complicado do que as mais antigas de chumbo-acido. Importa para tal a padronização do design por parte dos construtores.

Enquanto a tecnologia não evolui, o uso das baterias usadas para outros fins é um cenário a explorar. As marcas estão, de resto, a investigar essa possibilidade. A Renault, por exemplo, está a testar isso em Portugal, no âmbito do Porto Santo Smart Fossil Free Island. Na base do projeto de mobilidade está a interação entre os automóveis elétricos da Renault, o carregamento inteligente (feito em função das necessidades do utilizador e da eletricidade disponível na rede), a reversão do carregamento dos veículos à rede elétrica e, precisamente, a segunda vida das baterias elétricas de veículos elétricos Renault (que permitirá armazenar a energia estacionária). 

 

Várias tecnologias em comunhão

Não se pense, porém, que, pelo menos até meados deste século, os veículos 100% elétricos serão responsáveis pela totalidade das vendas de automóveis. Os especialistas indicam que, ao contrário do que sucedeu durante boa parte do século XX, em que o mercado foi dominado por duas tecnologias a combustão (gasolina e diesel), no século em curso haverá várias tecnologias e a maioria será eletrificada, mas não forçosamente 100% elétrica. Híbridos, híbridos plug-in (ambos com recurso à gasolina), veículos a pilha de combustível e, eventualmente, a gás natural deverão conviver nas nossas estradas ao longo das próximas décadas.

Tags: 
Eletrificação
Veículos elétricos

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